O envolvimento do advogado Antônio Aquino Lopes (Toniquim) com o futebol começou na segunda metade da década de 1960, quando ele ingressou no juvenil do Vasco da Gama, dirigido pelo professor Almada Brito. Correndo pela ponta direita do campo, o pequeno jogador chamava a atenção dos torcedores pelos seus cruzamentos precisos para os parceiros.

Apesar da promessa de craque que se configurava aos olhos de quem o via, ele não chegou a jogar na equipe principal do Vasco, por conta da necessidade, lá pelas tantas, de ajudar o pai, Acelino Aquino, no comércio da família. “Não dava tempo pra treinar”, disse Toniquim. Mas dava para jogar na várzea, sempre aos domingos, no São Raimundo, time do bairro 15.

Depois do São Raimundo, Toniquim foi para o Amapá, que era um time de uma colônia na região onde hoje está construída a terceira ponte de Rio Branco. Isso já na segunda metade da década de 1970. No chamado “Diabo Laranja”, ele passou a exercer as funções de jogador e diretor. E foi dele a iniciativa de filiar o clube à Federação Acreana de Desportos (FAD).

Um dia, porém, o Amapá ficou pequeno para o Toniquim. Percebendo seu potencial de trabalho, os clubes mais estruturados trataram de convidá-lo para ajudar na defesa das suas respectivas cores. E, assim, ele passou, no início dos anos 1989, pelas diretorias do Atlético ( convidado pelo Dr. Adauto Frota) e do Rio Branco (convidado por Sebastião Alencar).

A chegada à Federação Acreana de Desportos

Ainda no início da década de 1980, Toniquim chegou à FAD, na condição de diretor do Departamento Técnico, a convite do presidente Pedro Paulo Menezes de Campos Pereira. Daí para o exercício de cargo máximo da mentira foi só questão de (pouco) tempo. E no segundo semestre de 1984 ele foi eleito pelos clubes para a presidência da Federação.

Desse ano até hoje, Toniquim jamais deixou de ser o dirigente maior do futebol acreano, elegendo-se de forma ininterrupta pela maioria dos dirigentes dos clubes locais, que reconhecem na sua pessoa um administrador competente e dedicado. Não fosse assim, certamente já o teriam destituído da presidência e colocado outro no seu lugar.

Certamente pesam a favor dele, a cada eleição, as suas múltiplas realizações em prol do futebol acreano. Casos, só para ficar em três exemplos, da construção de uma sede para a federação, que vivia em imóveis cedidos ou alugados, do advento do profissionalismo, sem o qual os times locais estariam fadados às disputas locais; e da construção de um estádio.